Prevenção à Saúde

Projeto de Prevenção à Saúde da ADPERGS visitará Comarcas da Defensoria Pública

Devido a um pedido de ajuda dos colegas na época em que a atual Diretoria estava em campanha, bem como em visita pelas integrantes da presidência às Comarcas da Defensoria, foi criada a Comissão de Apoio e Prevenção à Saúde, com o intuito, principalmente, de trabalhar questões relacionadas à saúde emocional no ambiente de trabalho. Como primeira etapa do projeto, foi desenvolvido, juntamente da psicóloga Ângela Leggerini de Figueiredo, um estudo epidemiológico com base nos dados de RH enviados pela Defensoria Pública, de licenças saúde e afastamentos nos meses de setembro, outubro e novembro de 2017.

Os indicadores foram levantados com o objetivo de criar estratégias de prevenção do problema a partir do mapeamento e conhecimento da situação.
Segundo a idealizadora do projeto e vice-presidente da ADPERGS, Bárbara Sartori, “a meta incipiente era a psicoeducação e visitas às Comarcas para ouvir os colegas, o que sempre foi nossa diretriz de gestão”.

Atualmente, o projeto está na segunda etapa de implementação. Trata-se de uma consultoria em saúde, cujo objetivo é realizar pesquisa científica, com abordagem de campo e intervenção a partir dos resultados obtidos. A metodologia utilizada será a Psicodinâmica do Trabalho, com foco na relação entre saúde emocional e ofício.

O projeto tem previsão de início no segundo semestre de 2018, com visitas à Defensorias Públicas pela equipe composta da psicóloga, Carla Bottega, pela médica de trabalho, Jane Maria Reos Wolff e a psicóloga Karine Perez. Serão observados o ambiente de atuação dos Defensores e grupos de conversa, com foco individual e coletivo. Também será aplicado o questionário do Protocolo de Avaliação dos Riscos Psicossociais no Trabalho (PROART), que busca estabelecer relações de trabalho, organização e impacto na vida do trabalhador. Neste primeiro momento, serão analisadas as regiões da Grande Porto Alegre, identificadas, a partir do estudo epidemiológico, como áreas de maior necessidade de acompanhamento.

A médica de trabalho, Jane Maria Reos Wolff, explica como funcionará na prática o estudo. “Utilizando o marco teórico da Psicodinâmica do Trabalho é organizada a pesquisa científica, onde as intervenções vão diagnosticar e distensionar, à
medida que vêm sendo aplicadas, questões ainda menores a respeito do sofrimento e do prazer relacionadas ao trabalho”, afirma.

Para a Defensora Pública Cristiaine Johann, integrante da Comissão de Prevenção à Saúde, “precisamos dar uma atenção maior à saúde física e emocional dos Defensores Públicos, ouvindo-os e auxiliando-os nas dificuldades enfrentadas em razão do trabalho. Enquanto Associação precisamos estar atentos ao cenário e fazer o possível para mudar a situação, auxiliando os colegas na busca da qualidade de vida no exercício de suas funções, que é a nossa meta.”

Posteriormente, serão tratados os dados obtidos através dos questionários, diários de campo e observações, que servirão para apontar sugestões de melhorias para os Defensores, a serem pleiteadas pela Associação juntamente com à Administração. “Vamos levantar questões, problematizar a situação do trabalho nas Defensorias e construir ações de intervenção, para que se tenha mais prazer do que sofrimento no trabalho, e assim, impactar na qualidade de vida das pessoas”, salienta Jane.

A pesquisa ainda conta com um arcabouço teórico onde serão utilizados autores como Dejours (2012), Seligmann-Silva (2011), Helani (2010), Sennet (2003; 2006), Barreto (2009), Chanlat (2011), Gaulejac (2007;2011), Soboll e Ferraz (2014), que estudam as relações de sofrimento e adoecimento.

A participação dos colegas será feita mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), garantindo o anonimato e a confidencialidade dos dados, de acordo com a normatização da Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde e Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). Será mantido um banco de dados virtual por cinco anos, com garantia de sigilo, e as informações serão utilizadas exclusivamente com a finalidade científica expressa no projeto.

A vice-presidente, Bárbara Sartori, ressalta que “os objetivos nesta segunda etapa são as ações voltadas à promoção da saúde e prevenção do adoecimento relativas ao trabalho. Estamos contando com a participação dos colegas para que os objetivos sejam alcançados, visando a qualidade de vida da Defensora e do Defensor Público”, finaliza.
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