Perfil

A vida espiritual, com o Defensor Público Fábio Mariani

Defensor Público, Fábio Mariani durante a entrevista com a presidente da ADPERGS, Juliana Lavigne. Foto: Manoela Guterres/ASCOM-ADPERGS.
Na Série Perfil da RevistADPERGS deste mês, o entrevistado é o Defensor Público de Osório, Fábio Mariani. Além de trabalhar na Defensoria Pública desde 2002, Fábio também tem amor por pesquisar e estudar sobre o espiritismo. Frequentando a Sociedade Espírita Círculo da Luz, de Osório, atualmente ele é palestrante nas Casas Espíritas da região Litoral Norte e também é facilitador de grupos de estudo sobre o assunto.

A procura de Fábio pela religião teve uma motivação intensa “somos seres espirituais, em experiência corporal, e isso é algo que se você suprimir, você sente um vazio existencial, então eu mesmo busquei essa questão espiritual, primeiramente no budismo e na sequência no espiritismo”. O ponto principal da história do Defensor com a filosofia foi quando ele se deparou com os livros da obra de Allan Kardec, um intelectual, professor, pedagogo e pioneiro em estudos sobre os fenômenos espíritas, “comecei a estudar e logo me convenci dessa realidade espiritual”. Conforme Fábio, Allan Kardec era cético até os 50 anos, até ser tocado pelos fenômenos, e por isso seu estudo sempre foi de uma forma racional e lógica, “ele tem uma lógica sensacional. É a busca da divindade, da espiritualidade, através da razão”.

Com as respostas para as maiores perguntas no mundo, como: da onde viemos, para onde vamos, por que estamos aqui e as consequências dos nossos atos, o defensor explicou com admiração que o espiritismo não é apenas uma religião, é uma filosofia de vida e um exercício de autoconhecimento. “Você tem que se autoconhecer, para se posicionar em relação às outras pessoas, em relação a si mesmo e em relação ao mundo”, contou.

Por questões de tempo e trabalho, Fábio contou que no início do seu estudo, não conseguia abraçar a causa na intensidade desejada. Quando começou a trabalhar na comarca de Osório, onde está até hoje, conseguiu finalmente participar de uma casa espírita, “é uma doutrina e é um suporte durante esse período que a gente tá atravessando, de tanta aceleração, de tanta preocupação, de tantas crises, isso dá um suporte sensacional para a gente”.

A vida profissional do Defensor

Antes de trabalhar na Defensoria, Fábio teve uma longa caminhada. Ocupou o cargo de escrivão judicial por sete anos na comarca de Gravataí e também como escrivão eleitoral. O Defensor contou que já passou por diversas áreas distintas da carreira, inclusive como advogado quando residia em Santo Antônio da Patrulha, de onde é natural.

Com seu amor pela leitura e os estudos, Fábio continuou estudando. Um dos sonhos do Defensor era virar professor, então, com mais estabilidade quando se mudou para Osório, ele fez mestrado em ciências criminais, na PUC. A oportunidade acabou trazendo outro aspecto importante da vida de Fábio, seu livro. Da dissertação feita no mestrado, o livro A Defensoria Pública e o acesso à Justiça Penal foi criado. O material fala sobre a história da Defensoria Pública e assuntos relacionados. O sucesso foi grande, e o material foi utilizado pela Defensoria do Rio Grande do Sul como referência. “Embora a dissertação não envolva apenas esta parte histórica, quando eu a escrevia já tinha consciência de que ela poderia auxiliar estudantes, pesquisadores e até colegas e a própria instituição”, declarou Fábio sobre sua intenção quando escreveu o livro.

Após terminar o mestrado, o Defensor foi lecionar em faculdades do litoral norte, como a ULBRA de Torres, UNISC de Capão da Canoa e na FACOS de Osório. Fábio contou que foi muito gratificante levar a Defensoria Pública até a academia, ressaltando a importância de levar conhecimento sobre a Defensoria para os alunos de Direito, que muitas vezes nem sabem o que é ou do que se trata a Defensoria Pública. Com um sorriso no rosto, o Defensor lembrou com orgulho e satisfação de um de seus alunos, João Pedro Gomes Dadda, que atualmente é Defensor Público. “Simulamos um júri, e ele participou na defesa”, disse Fábio.

Outra felicidade na vida do Defensor é Guilherme Henrique Mariani de Souza, seu filho, que atualmente é Defensor Público como o pai. Com muita gratificação pelo sucesso e escolha de carreira de Guilherme, o Defensor contou que ter um filho é sempre se preocupar com todos os aspectos de vida do mesmo, inclusive o profissional. Fábio mostrou-se muito alegre por Guilherme e pela reação dos colegas, que se mostraram solidários e empáticos.

Atualmente, o Defensor está classificado na Segunda Defensoria Pública de Osório, com atribuição cível, família e fazenda pública. Fábio explicou que pela desorganização do sistema público e a grande necessidade da população, a atividade de maior demanda tem sido a área da saúde.

Acompanhe a entrevista completa

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