Defensoria Itinerante

A Coordenadora da Defensoria Itinerante, Isabel Wexel e o projeto desenvolvido pela DPE/RS

Defensora Pública, Isabel Wexel apresentando o álbum de figurinhas da Defensoria para as crianças. Foto: DPE/RS.
“Muitas vezes nós vamos ter que ir atrás deles, porque eles estão respondendo processos que sequer sabem que estão, deixam transcorrer, não sabem que podem se defender. Enquanto eu estiver na coordenação da Defensoria Itinerante nós vamos ir para todos os lugares possíveis, para que essas pessoas saibam que eles podem contar com a Defensoria”, com muito envolvimento no projeto, a Defensora Pública e Coordenadora da Defensoria Itinerante, Isabel Wexel, tem uma forte ligação com seus assistidos.

O projeto Defensoria Itinerante nasceu em 2014, com o propósito de levar o trabalho da Defensoria para as zonas com difícil acesso as comarcas. A finalidade é levar o serviço e não esperar os que necessitam cheguem até ele, saindo da sede. As ações ocorrem quinzenalmente e utilizam datas temáticas para levantar pautas para os mutirões, como no dia dos pais, que foi realizado um trabalho sobre o convênio novo da Defensoria Pública com o exame de DNA extrajudicial.

Para participar do projeto, existem algumas especificações: o assistido deve ganhar até três salários mínimos e possuir no máximo 300 mil reais de patrimônio. Isabel contou que o número de pessoas que chegam procurando ajuda, mas não se encaixam nos critérios de atendimento, é expressivo. Ela afirma “que não importa qual a condição financeira, mesmo que não possa ajudar completamente, sempre passo orientações de como proceder, onde encontrar advogada particular e dúvidas básicas”.

Isabel completou a fala contando que muitas vezes os assistidos precisam de uma ajuda de outra Instituição, como a Defensoria da União, o Ministério público Estadual ou questões que envolvam o INSS. Nesses casos os funcionários já ficam instruídos de ligar para o local necessário e marcar horário ou dar informação de onde ir e o que fazer. Quando o atendimento evolui a algo maior que uma orientação, Isabel ingressa com a ação posteriormente ao atendimento.

Com muita admiração, a Defensora conta que os problemas que enfrentam, por falta de estrutura nos locais que a Defensoria Itinerante realiza as sessões, compensa pelos profissionais trabalham nela. “Com poucas condições, eles conseguem atender a demandas, e nunca houve reclamação dos assistidos. Aprendemos muito com os colegas, cada um merece um abraço, muito forte”, afirma Isabel.

A edição de verão, que visita as comarcas no litoral, também mostra resultados positivos. Neste ano, já foram visitadas as regiões de Guaíba, Litoral Norte/Sul e Viamão, que receberam muitos assistidos. Segundo a Defensora, as praias mais visitadas são as mais vulneráveis, com questões que realmente necessitam da Defensoria. Como o Lami, que sofreu um surto de bicho-de-pé detectado por Isabel, e Belém Novo, que tem muitas vítimas da Lei Maria da Penha que solicitam auxílio e apoio. A coordenadora contou que fica sabendo desses problemas mais específicos pela análise que faz ao chegar na cidade, chamando a atenção da prefeitura do município quando necessário.

Isabel recordou das edições da Defensoria Itinerante que participou, algumas antes de virar coordenadora, como a edição prisional, que ocorreu no ano passado. Nesse caso quem fez o fluxo de atendimentos foi o Núcleo da Execução Penal e a Defensoria Itinerante deu o suporte para levar os servidores ao local.

Outro caso lembrado pela Defensora foi de um assistido que tinha sido absolvido do processo, mas tinha preventiva em outro, causando morosidade na ação. Isabel garantiu a liberdade do menino no mesmo dia. “Foi transformador vê-lo sair com a mochila e saber que realizei esta conquista. Todos os colegas deveriam passar por experiências como esta, dá orgulho de ser da Defensoria Pública”, declarou Wexel.

Um dos projetos que a Defensora mais gosta é o álbum de figurinhas da Defensoria, que leva conhecimento para as crianças de uma maneira divertida e informação para os pais, através de uma cartilha. Com uma grande afinidade de trabalhar com crianças, Isabel salienta a importância de desde cedo ensinar os pequenos sobre a Defensoria, “o Brasil merece a Defensoria Pública. E não podemos perdê-la”, concluiu Isabel.
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