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Projeto Mãos que Sonham reverte renda a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas

Internos do Centro de Atendimento Socioeducativo de Novo Hamburgo (CASE-NH) produzem os amigurumis.

O Centro de Atendimento Socioeducativo de Novo Hamburgo (CASE-NH) que presta atenção sócio-assistencial e acompanhamento a adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto, criou o projeto “Mãos que Sonham”. Iniciado em 2006, atualmente conta com a participação de mais de 30 jovens.
Por meio da ação, os internos fabricam toalhas, tapetes, centros de mesa e, há pouco mais de dois anos, amigurumis, uma técnica japonesa para criar bonecos feitos de tricô ou de crochê. Os produtos já foram expostos em feiras locais e no Centro Administrativo de Novo Hamburgo. Parte do lucro das vendas é revertida a eles e a outra parte retorna às oficinas para a compra de matéria-prima. Desde setembro de 2020, os internos já fabricaram 150 amigurumis.

Desde setembro de 2020, os internos já fabricaram 150 amigurumis

O projeto é coordenado pelas agentes socioeducativas Adriana Barth, Mirian Paganotto e Yasmin Vitória Vieira, com supervisão das pedagogas Andréa Herder e Liana Gonçalves e apoio da defensora pública Deisi Sartori, que atua no CASE-NH. 

“O projeto Mãos que Sonham é uma valiosa oportunidade de mostrarmos à sociedade que a socioeducação é viável e rendem belos frutos. O interesse das pessoas pelos amigurumis é enorme e faz com que os adolescentes acreditem que seu trabalho manual tem valor e pode, inclusive, ser fonte de renda para eles e para suas famílias. As oficinas de crochê existem no CASE-NH há muitos anos, mas a confecção dos amigurumis é mais recente e contou com o apoio de muitas defensoras e defensores públicos, que incentivaram o projeto e se interessaram pelos produtos. A ADPERGS também tem contribuído, facilitando as entregas em Porto Alegre. É um trabalho que agrega as pessoas e valoriza os adolescentes”, contou a defensora Deisi. 
A atividade também serve como terapia para os internos, que relatam a mudança que o projeto fez em suas vidas. “Me ajuda bastante, o tempo passa voando, qualquer tempo livre que eu tenho estou fazendo, parece que viciei, me acalma bastante, tirando os pensamentos ruins que eu tenho”, contou o jovem, que também relatou como o tempo no CASE-NH tem o ajudado. “Tem sido um período de muita reflexão, agora só pensar para frente, se eu estivesse na rua ia estar fazendo coisa errada, mas aqui dentro tem bastante agentes, sou bem próximo deles, eles nos ajudam, sempre tentam nos deixar com a cabeça erguida, dando motivação para mudarmos e não continuarmos no caminho errado”, concluiu.

A ADPERGS apoia esse projeto. Quem tiver interesse em ajudar pode entrar em contato pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Para adquirir seu próprio amigurumi, acesse o Instagram do projeto (@maosquesonhamcasenh).



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