Eventos Culturais

CineDebate, Fórum Acadêmico e Conversa com a Patrona da Feira do Livro marcam segundo semestre de 2018 na ADPERGS

No último semestre de 2018, a ADPERGS promoveu eventos voltados à cultura, arte e conhecimento. O CINEDEBATE exibiu o filme “Central - O Poder das Facções no maior Presídio do Brasil”, e contou com a presença de Defensoras e Defensores Públicos, dos diretores do filme, do ex-agente penitenciário e do ex-diretor da Cadeia Pública. O Fórum Acadêmico - Direitos Humanos e Defensoria Pública, trouxe o tema “Violência Doméstica: da Vítima ao Ofensor” para uma troca de conhecimentos entre Defensores Públicos e estudantes do Curso de Direito, sendo realizado na faculdade IMED. Neste ano, a 64ª Feira do Livro de Porto Alegre teve como Patrona a Defensora Pública inativa, professora, advogada e poeta Maria Carpi, que foi entrevistada pela presidente da Associação, Juliana Lavigne. Confira abaixo os principais fatos dos eventos:

Cinedebate ADPERGS - 11/09

O primeiro CINEDEBATE ADPERGS aconteceu no dia 11 de setembro, no Auditório 19 de Maio da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul. O filme exibido foi o documentário “Central - O Poder das Facções no maior Presídio do Brasil”. A diretora e o co-diretor e roteirista, Tatiana Sager e Renato Dornelles, participaram do debate, juntamente do ex-agente penitenciário, Júlio César Marques e o ex-diretor da Cadeia Pública, Zaluar Pens. A mediação ficou a cargo da Defensora Pública Cíntia Luzzato, que atua na Vara de Execução Criminal de Porto Alegre.

“Central” foi inspirado no livro de Renato Dornelles, intitulado “Falange Gaúcha”, publicado em 2008. O autor se dedica ao estudo do jornalismo penitenciário, como ele mesmo menciona, desde os anos 80.

Por meio de depoimentos de presos, familiares e autoridades ligadas ao sistema de justiça criminal, o longa retrata a situação precária do Presídio Central e o comando das facções criminosas, que coordenam o crime organizado dentro e fora da penitenciária.

Renato Dornelles contou que muitas das conquistas para mudar a realidade aconteceram por conta da Defensoria Pública. “O primeiro passo foi dado pelos Defensores Públicos há alguns anos, quando houve a denúncia de que os líderes de facções cobravam para ter acesso à Defensoria. Foram os Defensores que tomaram uma medida para que fosse evitada tal situação. Eles trabalham lá e sabem exatamente como isso funciona”, afirma Renato.

I CineDebate ADPERGS realizou debate sobre o sistema carcerário do Brasil. Foto: ASCOM ADPERGS.

Confira na íntegra o debate:

Parte 1:
Parte 2:

Acesse a matéria original: https://goo.gl/T6CYjR

Fórum Acadêmico ADPERGS

I Fórum Acadêmico ADPERGS contou com a presença de Defensoras e de Defensores Públicos, servidores e acadêmicos de Direito.
Foto: ASCOM ADPERGS.

O Fórum Acadêmico ADPERGS - Direitos Humanos e Defensoria Pública foi realizado também em setembro, no dia 28, com o tema “Violência Doméstica: da Vítima ao Ofensor”. O evento aconteceu no Teatro da IMED no Campus Porto Alegre, e contou com as palestras dos Defensores Públicos Andrey Régis de Melo, com a “Defesa do ofensor”, e Elisa Castro Stoduto, que apresentou sobre a “Defesa da vítima”. A mediação ficou a cargo da Defensora Pública Débora Torres.

O objetivo do Fórum Acadêmico é apresentar a atuação da Defensoria Pública nas diferentes áreas do Direito. Nesta edição, que contou com cerca de 100 participantes, o tema foi escolhido devido às inúmeras possibilidades de enfrentamento pelos Defensores Públicos no exercício de sua função.

No início do evento, a presidente da ADPERGS, Juliana Lavigne, falou sobre a importância de levar estes debates aos estudantes de Direito. “É um momento em que podemos trocar experiências, além de mostrar um pouco da atuação específica da Defensoria Pública em suas mais diversas áreas”, ressalta Juliana.

De acordo com Elisa Stoduto, que falou sobre a defesa da vítima, “essa violação dos Direitos Humanos deve ser enfrentada em todo o contexto da sociedade, especialmente pelo sistema de justiça. É necessário combater e prevenir este tipo de violência”. Já Andrey Régis de Melo trouxe dados sobre o aumento do encarceramento de mulheres no país: cerca de 327% de 2005 a 2016. Ele questiona: “o que aconteceu que, de uma hora para outra, nós resolvemos encarcerar tantas mulheres no Brasil?”. Segundo ele, o Tribunal de Justiça é omisso em relação à discussão de gênero, não existindo diálogo para compreensão dos casos. O Defensor ainda salientou a importância dos limites na defesa do ofensor para evitar a revitimização da mulher.

Confira as fotos do evento no Flickr:
flickr.com/adpergs

Acesse a palestra na íntegra no canal do YouTube da ADPERGS:

Parte 1:
Parte 2:

Confira mais no site da ADPERGS: https://goo.gl/MHyMRz

Entrevista com a Patrona da 64ª Feira do Livro, da Maria Carpi

ADPERGS entrevistou a Patrona da 64ª Feira do Livro de Porto Alegre, Maria Carpi. Foto: ASCOM ADPERGS.

Em 14 de novembro, a ADPERGS entrevistou a Patrona da 64ª Feira do Livro, a poeta e Defensora Pública aposentada, Maria Carpi. A conversa aconteceu no Memorial do Rio Grande do Sul, no Centro Histórico de Porto Alegre, e contou com a presença de Defensoras Públicas Associadas.

Neste ano, a escritora lançou o livro “Uma Casa no Pampa”. Ela conta que não esperava o convite para ser Patrona, e gostaria de lançar um livro na feira - apesar de não ter nenhuma obra pronta: “Não tinha escrito nenhum livro novo para lançar na Feira, mas ‘Uma Casa no Pampa’ já estava na minha gaveta há quase 4 anos. O livro ficou pronto, na gráfica, dois dias antes de ser lançado!”, comenta a autora, que já foi vencedora do Prêmio Açorianos de Poesia por quatro vezes.

Nascida em Guaporé em 1939, Maria Carpi foi Assistente Judiciária de 1981 a 1993 - sendo que neste período, a Defensoria Pública existia ainda no Estado, fato que ocorreu somente em 1994. A partir deste ano, o cargo foi extinto, sendo substituído pelo de Defensor Público, que possui atividades equivalentes. A Patrona conta que representou a Defensoria Pública durante dois anos no Conselho dos Direito da Criança e do Adolescente.

Sua estreia na literatura aconteceu em 1990, com “Nos Gerais da Dor”. Com esta obra, inclusive, recebeu seu primeiro prêmio, Revelação Poesia/90 da Associação Paulista dos Críticos de Arte, que, posteriormente, foi também traduzido e editado na Itália. O seu livro de 2011, “A Chama Azul”, foi traduzido para o francês.

Autora de 17 obras, sua dedicação, atualmente, está voltada para a literatura. Carpi é mãe dos promotores Rodrigo e Carla, do juiz Miguel e do mestre em literatura e formado em jornalismo Fabrício Carpinejar.

Confira a entrevista em:

Rua General Andrade Neves, 90, Sala 81
Centro – CEP 90010-210
Porto Alegre – RS
Tel.: (51) 3224-6282
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www.adpergs.org.br