Direitos Humanos

Centro de Referência para pessoas em situação de vulnerabilidade

No dicionário, vulnerável significa ‘ferido, sujeito a ser atacado, derrotado; frágil, prejudicado ou ofendido’. Essa descrição é justamente o foco da carreira de um Defensor Público. No Rio Grande do Sul, o trabalho do Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH) da Defensoria Pública do Estado (DPERS) é desenvolver procedimentos para compreender e combater a violência. O esforço coletivo deste espaço, localizado em Porto Alegre (na rua Caldas Júnior nº 352, no Centro Histórico), preocupa-se, especialmente, com a autonomia das vítimas de violações e procura evitar situações de revitimização de pessoas em vulnerabilidade. Quem coordena o CRDH é a Defensora Pública Mariana Py Muniz Cappellari. Um de seus desafios é tentar entender o fenômeno da violência como um todo dentro da sociedade. E para isso, Mariana busca articulações institucionais e troca de experiências com movimentos e coletivos da sociedade civil organizada. O resultado tem sido satisfatório, apesar da demanda crescente, mas na medida em que os problemas vêm à tona, o CRDH vai, cada vez mais, se tornando uma referência para quem busca auxílio.

ACOLHEMOS UM PÚBLICO VULNERÁVEL DIVERSIFICADO, COM ÊNFASE EM VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, FAMILIAR E ESTATAL

São mais de 8.700 atendimentos multidisciplinares caracterizados pela política de defesa e de promoção dos direitos humanos, em diferentes frentes de atuação. “Acolhemos um público vulnerável diversificado, com ênfase em vítimas de violência doméstica, familiar e estatal; compreendendo a defesa de defensores de Direitos Humanos, a representação de vítimas de negligências e de violência estatal, a orientação jurídica de discriminados por religião, sexo, gênero e raça; fora o amparo de idosos, indígenas, população em situação de rua, refugiados e imigrantes”, lista Mariana.

O diferencial do serviço é a estratégia de empoderamento das pessoas em situação de violência - que não se restringe à defesa e proteção frente ao ato violento sofrido. As pessoas que denunciam recebem não só um atendimento feito por assistente social, psicólogo e Defensor Público, mas podem acessar programas de capacitação (participação em grupos, palestras, oficinas) e programas de reabilitação psicossocial, a partir de serviços conveniados com a rede pública e da sociedade civil.

Em agosto, a presidente e a vice da ADPERGS, Juliana de Lavigne e Bárbara Sartori, visitaram o Centro. Na ocasião, Mariana contou que também é dirigente do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (NUDDH) e destacou o serviço realizado pelo Núcleo de Defesa da Mulher (NUDEM). Acionado pelo 0800 644 5556 ou pela rede de proteção às vítimas de violência, este trabalho inclui call center, sala de triagem para identificar o risco de acolhimento, salas para o atendimento privativo com Defensor Público e para escutas com psicóloga e assistente social, brinquedoteca, além do auditório para realização de oficinas e de cursos de capacitação.

adpergs tarja

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