Lívia Casseres

O trabalho humanitário de Lívia Casseres com a comunidade LGBT e contra o racismo

Para Lívia Casseres, seguir a carreira de Defensora Pública já era algo certo em sua vida desde que cursava a faculdade de Direito, no Rio de Janeiro, e fez estágio na Defensoria Pública daquele Estado, na área criminal. “Eu me apaixonei pela carreira e fui atrás do meu sonho!” 

Ela estava fazendo concurso em vários Estados depois que se formou, até que passou, em 1º lugar, na segunda seleção que foi feita para a Defensoria Pública do RS, em 2011, sendo nomeada em março de 2012. Assumiu na Comarca de Montenegro, contando, na equipe, com cinco estagiários, e se dizendo muito bem acolhida pelo povo gaúcho.

Lívia atuou como Defensora Pública no RS por cerca de seis meses, quando, por ser natural da capital carioca, prestou concurso no Rio também, sendo aprovada. Desta forma, voltou para sua terra natal, para atuar lá como Defensora.

Conforme contou, no Rio, a sistemática da classe inicial da carreira é diferente. Os recém-concursados atuam como Defensores substitutos, e ela foi, então, designada para atuar em vários locais. Após esse período, foi exercer a carreira na capital carioca, e, em janeiro de 2015, assumiu a coordenação de dois núcleos especializados:  Núcleo Contra a Desigualdade Racial (Nucora) e Núcleo de Defesa dos Direitos Homoafetivos e Diversidade Sexual (Nudiversis).

Assim, vem exercendo este trabalho como dirigente nestes núcleos, atuando ela como Defensora, além dos servidores. Um dos motes de sua atuação é justamente o da identidade em relação ao transexual, pelo fato de ainda sofrerem muita discriminação. Conforme números levantados, um grande contingente de pessoas LGBT encontra-se em situação de vulnerabilidade. De acordo com ela, cerca de 90% das pessoas transexuais exercem trabalho informal e muitas sobrevivem da prostituição, sendo este um dos maiores problemas. “Eles sofrem preconceito desde à família até a sociedade em geral, o que dificulta muito a inserção dessa população.”

Quanto ao trabalho contra a discriminação racial, o racismo ainda é um grave problema da sociedade brasileira. No Estado do RJ, por exemplo, as comunidades indígenas e remanescentes de quilombos ainda lutam pela titulação de suas terras. “Assim, fazemos um trabalho com o Defensor Público da localidade em que estão inseridas essas comunidades.” Em julho de 2016, em reconhecimento ao trabalho de Lívia, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro condecorou-a com a medalha Pedro Ernesto. “Para mim, foi um momento de muita emoção, pois é gratificante demais ver o trabalho da gente ser reconhecido.”

Lívia é uma pessoa muito dedicada, e quando assumiu estes núcleos teve de se apoderar das informações e do conhecimento em relação a estas áreas. “É uma colega que está de parabéns pelo trabalho que faz no Rio de Janeiro”, declarou a presidente da ADPERGS, Juliana Lavigne.

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